RECEPÇÃO

quarta-feira, 31 de março de 2010

Fail

Now, where am I suppose to go? What am I suppose to think or feel?
Cause after all, nothing I've ever felt was decent;
Nowhere I've ever gone was right;
and now I'm just lost, and trying to scream in the middle of the crowd,
but now that everything's empty, and no one can hear me anymore, I'm just lost.

Damn.

- J.

Buquê

Ele pensou mil maneiras de dizer "eu te amo", planejou vários encontros, os quais nunca consguiu realizar, escreveu várias cartas, mas nunca teve coragem de entregar, queria tanto lhe dar um beijo, um último, talvez, mas algo o impedia.
Um dia, no entanto, juntou todas as cartas, todos os 'eu te amo' que conseguira formar e toda a sua coragem, para dizer a ela tudo o que sentia, porque estranhamente, ela sentia o mesmo, ele só não tomou nenhuma atitude por quê... Por quê mesmo?
Mas quando ele foi procurar por ela, não conseguiu encontrá-la. Seu telefone estava sempre ocupado, ou na caixa postal. Ela não respondia mais seus e-mails, ninguém mais, estranhamente, sabia dela. Foi quando ele decidiu investigar mais a fundo.

Decidiu se encontrar com uma amiga da moça que ele tanto amava. Foi com um buquê de rosas vermelhas, todo encorajado a se declarar para ela quando a visse, não importasse onde; mas quando ele soube do que ocorrera, foi como se as rosas tivessem perdido a cor, como se ó céu de repente ficasse preto e branco, as palavras "ela faleceu há duas semanas" simplesmente não penetravam em sua mente, ele se recusava a aceitar aquilo.
Decidiu ir ao cemitério, procurou pelo túmulo daquela que nunca soube seus reais sentimentos, e lá, se pôs a chorar. E ainda em soluços, deixou o buquê sobre o leito, o mesmo buquê que continha uma pequena mas significante nota: "Eu te amo". E foi embora, desejando incansavelmente que aquelas palavras pudessem percorrer os céus, terras e mares, para que ela, pudesse ouví-las, não importando onde estava.

- J.

Pink


I was always in a fight, cause I can't do nothin' right. Everyday I fight a war against the mirror, I can't take the person staring back at me, I'm a hazard to myself; don't let me get me, I'm my own worst enemy.

- J.

terça-feira, 30 de março de 2010

Consciência II

O vazio completava o quarto. Ele estava presente naquele porta retrato, agora quebrado, com a foto ao meio rasgada, estava presente no telefone mudo e naquele mural agora vazio. Ela precisava conversar, precisava fazer algo diferente, o vazio, que já havia dominado o quarto, logo mais iria pegá-la também, e ela jurou que jamais se sentiria assim.
Correu para o banheiro e lá começou a se olhar no espelho. Estava na hora de conversar com a Consciência de novo? Ela passou a ter medo dela mesma, da sua imagem relfletida. Por quê? Por que ela dizia tudo que não desejava ouvir.
- Oi. - O reflexo no espelho disse, seco, sem vontade de conversar.
- Oi. - Ela não fazia questão nenhuma de trazer qualquer animação à conversa, ela precisava de alguma espécie milagrosa de ajuda, mas aquele rosto seco, rígido refletido, não fazia questão de ajudar em nada. Ou ajudava?
- Por quê você decidiu falar consigo mesma de novo? Fica esperta, daqui a pouco vão te chamar de louca.
- Não tem ninguém mais no meu quarto, ninguém sabe que eu falo, em tese, sozinha. - "Ou será que sabem?" ela cogitou a possibilidade.- Ah.. Esqueci. Tem alguém sim no meu quarto.
- Quem? - A feição do reflexo se transformou num anseio de curiosidade extrema.
- O Vazio.
- Ah, me poupe! - Logo ela havia se revoltado de novo. - Já perdi a conta de quantas vezes você veio reclamar de vazio comigo, você só sente esse vazio porque você quer. Esse sufoco que você passa no seu quarto, vendo aquele porta retrato quebrado, o telefone mudo e o mural vazio, você mesma causou tudo isso, bem feito, agora pare de me importunar, vá repensar seus atos e depois que você aceitar tudo isso, aí sim dá pra gente conversar.

A garota ficara extasiada com tantas... Verdades? Sim, eram verdades, maldita Consciência, mas ainda sim tinha algo a colocar:
- Mas o porta retraro é vazio. O mural é vazio. o Telefone é vazio, cadê o conteúdo de tudo isso? Se perdeu. E como? Não sei. - Nem ela sabia o que estava argumentando mais.
- De novo: Você criou esse vazio. Você quebrou o porta retraro e rasgou a foto porquê quis; arrancou os bilhetes, fotos e tudo mais do mural porquê você quis; e o telefone... Você não quis atender na época em que ele ainda tocava. Acorda, a culpa disso tudo é sua.

Se sentindo humilhada por ela mesma, a menina decidiu ir embora, mas o reflexo, ainda estava na sua cabeça, e conversava com ela silensiosamente:
- Só mais uma coisa, pare de sonhar com o que você anda sonhando ultimamente. Você já teve uma péssima experiência com relação a sonhos e conseguiu atingir um nível crítico e preocupante de ilusão, e você conseguiu até ME afetar com isso, é só uma dica, e eu digo isso porque eu ainda SOU você, e se você não está bem, por mais que eu me esforce, não consigo ficar bem também.

A garota estava imaginando porquê resolveu falar com sua Consciência de novo, ela só lhe fazia mal, porque dizia todas as verdades que ela tentara ocultar com o vazio, dentro da gaveta, nas páginas perdidas de diário, mas ainda sim, ela se atreveria a sonhar de novo, com o mesmo problema de sempre, mesmo correndo os piores riscos. Ela preferia passar horas em um mundo fantasioso ao invés de enfrentar a terrível realidade que ela mesmo criara. Problema.

- J.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Importância

Perdida, desgastada, cansada, mas sorrindo, apesar de tudo, ela decidiu que não iria se importar com mais nada, que se jogaria por inteiro nos braços do destino e abraçaria o que viesse, já era tarde, ela precisava dormir, precisava sonhar de novo, mas já era tarde:

Ela se importava, e muito.

- J.

domingo, 28 de março de 2010

Disguise

I will never let you fall, I'll stand up with you forever. I'll be there for you through it all, even if saving you sends me to heaven. It's ok. It's ok. It's ok. Use me as you will, pull my strings just for a thrill, and I now I'll be ok, though my skies are turning gray. (your guardian angel - red jumpsuit apparatus)

- J.

Tormento

Peguei o papel, a caneta e todos os meus sentimentos. Me sentei na cadeira e comecei a escrever. Ora, mas o que eu estava escrevendo? Afinal, não havia nada mais a ser dito. Tudo se tornara apenas ruídos, tudo se tornara lembranças, tudo se tornara tormentos. No entanto, eram tormentos curiosos, daqueles tipos que começam com um olhar e terminam com uma lágrima. Mas o caminho ainda assim era tão interessante...

- J.