RECEPÇÃO

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Um, dois, três

E a dança começa novamente. O ritmo calmo do salão deixa os dançarinos tímidos e sozinhos, no compasso do violino, tudo está calmo. As mulheres com seus magníficos vestidos, os homens com seus trajes a rigor intocáveis, todos perfeitamente prontos para dançar, embora o início seja duvidoso. Alguns dão o primeiro passo, convidam as moças a dançar aquela valsa com melodia pacífica e tudo começa de novo. Ao passo em que a música corre, a dança fica mais agitada, os casais rodopiam, as saias giram, os sapatos batem ao chão, o espaço aos poucos é completamente preenchido, todos estão dançando, todos estão presos à magia da música, desejando que ela nunca pare.

Mas ela para e os pares se afastam, se separam e alguns se perdem em meio à multidão e nunca mais se encontram, outros procuram o mesmo par sempre, para dançar novamente a música que não retarda em começar de novo, e de novo, e de novo, aquela valsa contagiante, todos dançando, dançando e girando, um, dois, três, um, dois, três.

- J.

2 comentários:

Math Meirelles disse...

E outros nem imaginavam que estavam a bailar com o par que noites passaram a sonhar. O destino trata ali de unir o um só que nasceu separado. *-*

G. disse...

muito lindo o texto man, amei *---*
tinha que ser a J. pra escrever também *o*