RECEPÇÃO

sábado, 28 de agosto de 2010

Moonlight Sonata

O luar mostra-se tão poderoso ao céu. Seu brilho demonstra sua ternura, entretanto, sendo uma singela pérola, que varia em tons de branco e marfim, em meio às nuvens, também demonstra-se tão tenebroso, assustador. A névoa que corre ao seu redor somente intensifica tal característica, mas ao mesmo tempo, é uma luz em meio à escuridão infinita da noite.
E ao caminhar sob a relva, no sereno da madrugada, contemplando aquela beleza tão sombria, percebi que nada poderia ser tão magnífico quanto àquele espetáculo de horror tão maravilhoso. Nada comparava-se à Lua, tão sutil e com seu esplendor intocável, mesmo em meio ao breu do universo, ela para sempre brilharia, era uma das únicas certezas incontestáveis.

- J.

Makano


si tu supieras cuanto yo a ti te amo, y estar contigo es lo que me hace más feliz

- J.

3OH!3



you're the one thing on my mind, but that could change anytime

- J.

domingo, 22 de agosto de 2010

Cortinas, marcações, rachaduras

E ele olhava para aquele teatro mais que nostálgico. Olhava as marcações no palco, tão antigas, tão cheias de histórias para contar. Ah, o que aquelas cortinas diriam se pudessem falar? Contariam sobre as peças. Sobre os atores. Sobre falas marcantes e outros erros de atuação, erros que entre as coxias, eram momentos hilariantes...

Não entendia como puderam abandonar aquele teatro. Aquela casa tão cheia de magia e sensações reconfortantes. Começou a lembrar-se de cada nervoso sentido atrás das cortinas minutos antes da estréia. De cada personagem já interpretado. E os aplausos? Alguns não foram tão saudosos, mas ao olhar para os demais atores e ver aquele brilho de conquista, o que importava não eram os aplausos e sim poder agradecer, de mãos dadas, com os demais atores e atrizes, que na verdade, eram amigos, amigos inesquecíveis.

Mas agora, nada disso importava mais. Abandonaram aquela casa. A poeira acumulada dava um tom cinza ao que antes era repleto de cores. As rachaduras, ignoradas, agora indicavam o desmoronamento.
Ele estava sentado na primeira fileira, com um único holofote aceso, revivendo suas memórias.
O único feixe de luz que iluminava o palco fora apagado. Provavelmente a luz havia queimado. Mas ele continuou lá, no escuro, revivendo suas memórias.

- J.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Monstro

O problema de tudo isso, é que eu me sinto um monstro. Só.
E tampouco sei como lidar com tal, uma vez que beira à ironia.

- J.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ilusão, comigo não!

Não confio mais em você, entreguei todas as fichas e você me recompensa apenas com um mísero "Você é especial". Isso que você diz ser especial é da boca pra fora, na verdade você quer apenas flertar, jogar o verde pra colher maduro, me usar e ainda por cima me fazer acreditar que meu corpo é seu objeto, seu brinquedo!
Já era, eu sou crescida o bastante pra entender suas malícias, não quero mais seu "especial", se me quer de volta faça por merecer, ai sim, pensarei no seu caso!
Ah, e se quiser mesmo me ter por inteira terá que me amar verdadeiramente!

C.

domingo, 8 de agosto de 2010

Bon Jovi


every time I look at you, baby, I see something new that takes me higher than before and makes me want you more.

- J.

Pai,

faltam-me palavras para descrever o que és para mim. Mais que meu herói, mais que meu protetor, o meu anjo na Terra. Aquele que acompanhou meus primeiros passos, palavras, aceitou-me como eu nasci, com meus defeitos e qualidades. Entretanto, para você, sempre fui sua princesa perfeitinha.
Quando penso em meu futuro, lembro-me dos principais responsáveis, você e minha mãe, mas você, Pai, ensinou-me coisas que levarei para sempre, coisas que contruíram o meu caráter de hoje e serão o alicerce de meus atos no amanhã. Ah, Pai, se soubesse como adoro-te...
Pessoalmente, limito-me à frases e atos pequenos quando dirijo-me à você, mas saiba que com o meu abraço de dia dos pais, quis dizer tudo que escrevi aqui e alguma coisa mais, que creio não existirem palavras para descrever. Feliz dia dos pais, 'papi'.

- J.

B.o.B ft. Hayley Williams


can we pretend that airplanes in the night sky are like shooting stars? I could really use a wish right now.

- J.

sábado, 7 de agosto de 2010

Primeiras palavras

Curioso serem estas as primeiras palavras que junto para falar sobre você.
Estranho como eu consegui adormecer um sentimento,
como se ele nem fosse real, e sim um pedaço de um sonho.
Um sonho bom.

Estranho como só agora eu estou tentanto lembrar da sua face,
dos seus traços e compassos e trejeitos,
da essência intensa e delicada que você costumava transmitir.
Onde estarão, todas essas realidades?
Afinal, você era um sonho.

É como se houvesse nascido uma flor, em meio ao inverno.

- J.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

À deriva

E estou novamente rabiscando papéis, procurando palavras para descrever aquilo que eu muito bem entendo não haver explicação. Como me sinto? Prefiro deixar em branco.

Talves seja isso: o branco. O neutro. A calmaria agitada, problemática. Sinto-me em um barco à deriva, no meio do oceano azul.Onde estão os verbos, conjunções, preposições, substantivos, adjetivos...? Todos jogados ao mar, em meio à tantas outras particularidades, e circulam tão velozmente que não consigo pescá-los. Irrito-me.
Queria encontrar uma ilha. Quem sabe as palavras perdidas na areia sejam mais fáceis de serem capturadas...

- J.

Sofrimento e Compaixão

Sofrimento, por quê não vai embora?
Sofrimento complicado e tosco, em meio à tantas outras prioridades...
Sofrimento, por quê insiste em ficar? Não te quero. Faz-me mal.

Mas, posto que também é um ser como todos os outros,
a ideia de rejeição o assusta, o entristece.
Irônico, não?

Mas o que fazer, quando o convívio com aquilo que tão mal provoca,
torna-se incômodo, uma vez que a compaixão prevalece?
Sofrimento que não se importa comigo, mas clama minha atenção,
e eu, ao pensar que tuas lágrimas podem ser tão cristalinas quanto às minhas,
vejo-me junto à ti, novamente, num ato inútil de tentar amar-te como antes.

- J.