... E no meio daquela valsa toda, ao longe, naquele canto escuro do salão, alguns rostos podiam ser identificados. Rostos com uma fisionomia triste, rostos cujos corpos estavam bem vestidos, cujos cabelos estavam arrumados, mas que estavam tristes. Os donos desses rostos, sorriam mesmo assim, mas era possível perceber a falta de brilho em seus olhos. Essas pessoas, podiam conversar, mas era como se não tivessem ânimo.
E lá estavam elas naquele canto escuro, olhando vagamente para o nada, conversando umas com as outras, sorrindo sem emoção. Olhavam os pares a dançar naquele salão, a música preenchendo o espaço, naquele rítimo singelo e tão significativo ao mesmo tempo, um, dois, três, um, dois, três; e lá estavam aqueles rostos, assistindo aquele espetáculo de cores, sentimento e diversão.
Aquelas pessoas, em seus vestidos impecáveis, em seus ternos elegantes, com seus cabelos espetaculares, de repente, estavam dispostas a negligenciar todo aquele capricho externo por uma coisa que não podiam ter espontaneamente: um par para dançar aquela valsa contagiante...
- J.
Um comentário:
Ameei *-* | essas coisas que eu nao sei o nome que voce escreve, as vezes fazem muito sentido *-*
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