Ela ficou fora durante toda aquela noite seca, sentada, admirando as estrelas no calor da madrugada, pensando.
Pôde apreciar o amanhecer. Pensava nele. Pensava em seu orgulho, em não ter dito que o amava quando teve a chance. O primeiro raio solar veio iluminar seu rosto. Olhou para o horizonte, via a grama se movendo, uma brisa leve começou a soprar, trazendo um aroma de chuva.
Toda vez que chovia, lembrava-se dele e daquele fatídico dia, em que se orgulho a fez engolir seus sentimentos. Ela entendia que dificilmente o veria agora, mas contentava-se em saber que lembraria-se dele a cada gota de chuva, por isso desejava que os dias secos passassem depressa. Olhou para o céu, sentiu que ia chover, mas ao olhar para o horizonte, viu que o aroma de chuva era ele, vindo em sua direção.
E o efeito foi como a primeira chuva depois de vários dias secos. Ela sentia-se feliz, tranquila, completa. Ficaram encarando-se por um longo minuto, quando o céu anunciou a verdadeira chuva. Com as primeiras gotas, encontraram-se abraçados, enlaçados, presos um ao outro. A seca precisava de água, assim como a chuva necessitava alguém que a aceitasse.
- J.
2 comentários:
Ótimo texto.
Obrigada! (:
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