RECEPÇÃO

quinta-feira, 18 de março de 2010

Desistência II

Depois do transe da trágica e adorável cena, o rapaz não sabia o que fazer. Contava ao vilarejo? Mas quem se importaria? Providenciava um enterro? Mas nem a conhecia...
Por fim, decidiu primeiramente acabar com sua curiosidade, e pensou que não haveria problema se fosse até a antiga casa da mulher e desvendasse o que aquela pobre criatura fazia todos os dias.
Quando lá chegou, quando adentrou naquela cabana perdida no meio das árvores, precisou se esforçar para entender que curioso ambiente era aquele em que se econtrava, em que todas as paredes haviam papéis grudados e várias anotações e livros espalhados pela casa. Depois de raciocinar com clareza, deduziu que a Estranha era uma espécie de escritora, mas dedicava sua vida às suas dores. A dor de ter perdido seus pais quando criança, de um coração partido, de uma infelicidade sem fim.

De repente, o rapaz queria ter dado uma chance à ela antes. Quis por um momento abraçar o seu corpo agora gélido e dizer que ela podia contar com alguém. Mas já era tarde.

- J.

Um comentário:

André . disse...

então, ele ficou sabendo. Um tanto sádico esse post