A ele foi confiada a tarefa de cuidar de uma flor, uma flor aparentemente normal.
Ele seguiu a risca todos os cuidados, dava água quando a flor precisava e a colocava ao sol quando necessário. Os cuidados foram tantos, que quando ele percebeu, havia criado um jardim inteiro.
Podia-se dizer que o jardim era agitado, crescia mais e mais conforme os cuidados do seu dono e aquele emaranhado de flores e ervas daninhas, estava feliz por isso. Mas as coisas começaram a mudar.
O dono não conseguiria cuidar do imenso jardim, que crescia e apresentava novos problemas e cuidados todos os dias, até que um dia, aquele jardim que sempre via o sol, permaneceu vários dias olhando as nuvens, com vários dias nublados seguidos, até que caiu uma tempestade.
A tempestade, acabou com o jardim, antes cheio de vida. Depois das chuvas, da ventania, dos raios, só se via pequenas folhas perdidas e algumas pétalas das flores voando pelo ar. Daria um grande trabalho reconstruir tudo aquilo, mas o dono optou por começar outro jardim, abandonou aquele fracasso natural e e decidiu começar outro.
Era a lei natural daquele tipo de mundo e situação. Afinal, de que serviria um jardim destruído, com flores sem pétalas?
- J.

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