RECEPÇÃO

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Fail

Eu precisava escrever, passar horas em frente a tela, digitando tudo o que eu sinto, mas por uma estranha razão, não sai, não me vem as palavras, não digito nada além de palavras inúteis e sem algum significado.
Será que meu orgulho chegou a um ponto tão extremo assim? E dói por dentro, tudo se acumula, toda aquela necessidade de gritar, de chorar, suprimida na minha cabeça, no meu corpo, extravasando aos poucos das formas mais esquisitas possíveis: raiva, ciúme, rancor.

Trocada. Talvez é o que eu mais sinto, é a dor mais agoniante. Esquecida. Rejeitada. Insignificante. "Você descobre que é a pessoa certa, quando é mais importante estar com ela do que com si mesmo". E se você encontra a pessoa certa, mas você não é a certa pra ela? Lágrima.
Olha só, quem é ele? É meu melhor amigo... Nossa, vocês se conhecem? Dor.
A verdade, é que eu estou sorrindo, mas tem muita coisa errada, coisas que não sei como resolver e as transformo em mágoas, em machucados que tendem a permanecer.

E no fim, só sobra uma menina considerada meio louca por suas mudanças constantes de humor. Ora sorria, ora chorava. Entretanto, isso só acontecia porque ela deixou muitos assuntos pendentes, por não saber como resolver. Ela queria que eles simplesmente sumissem, e a deixassem encontrar algum tipo de paz.

Fail.

- J.

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