RECEPÇÃO

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Invisibilidade

Quando chego, é como se nunca tivesse saído. Quando falo, soa como se fosse um ruído insignificante. Quando grito, é como se não houvesse som.Quando ando, não escuto meus passos. Me olho no espelho, não vejo o reflexo. O vido quebra, invísível, invisibilidade. A sensação de solidão é incontrolável. O medo cresce, mas nada é refletido. No fim, só sobra um espelho quebrado em mil pedaços e uma alma parcial agoniada espalhando rancor por onde passa.

- J.

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