RECEPÇÃO

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Pedido

     Ela não esqueceria jamais aqueles olhos penetrantes, frios como o gelo. Entretanto, eles a aqueciam de uma forma estranha, como se afastasse a solidão que existisse dentro dela. Quando percebeu, já não podia mais viver sem aquele olhar e se perguntava o porquê sorria quando o via, por que a presença dele a fazia sentir-se tão viva. Seria ele a resposta para seu vazio? Não sabia. Só desejava que ele nunca partisse, queria ter aquele olhar friamente terno para sempre.

     O medo de que ele a deixasse a preocupava a cada dia; sonhou com ele indo embora. Acordou chorando e foi procurá-lo. Quando o encontrou, se jogou em seus braços, lágrimas rolavam em seu rosto enquanto dizia aos sussurros amedrontados: “Por favor, não vá...”

- J.

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